segunda-feira, 2 de outubro de 2017

BRASÍLIA/DF - MÉDIA SALARIAL DOS IDOSOS É A MAIOR DO PAÍS

Publicado por Agência Brasil
Dados do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) mostram que os trabalhadores formais com mais de 65 anos estão entre os maiores salários do país. Se comparar com a média brasileira de salários no mês de agosto, de R$ 1.495,07, a remuneração dos idosos supera em 32,5% esse valor. Segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do mês de agosto, a remuneração média dos idosos foi de R$ 1.981,61.
“Essa é uma notícia muito boa porque mostra que as empresas brasileiras reconhecem a importância da experiência no ambiente de trabalho”, disse o ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, em declaração publicada no site do órgão. Na faixa etária entre 50 e 64 anos, onde está classificada parte dos idosos, a remuneração também foi superior à média e fechou agosto em R$ 1.727,54.
Em 23 das 27 unidades da federação, os idosos ganham mais. Apenas Amapá e Rio Grande do Sul não seguem essa lógica. Nestes trabalhadores formais entre 40 e 49 anos têm as melhores remunerações.

OUTRAS FAIXAS ETÁRIAS - De acordo com os dados do Caged, a média salarial de jovens até 17 anos é de R$ 771,36 e a de jovens de 18 a 24 anos é de R$ 1.210,67. Já os trabalhadores formais entre 25 e 29 anos recebem, em média, R$ 1.504,67 e aqueles de 30 a 39 anos têm uma média salarial de R$ 1.666,71. Trabalhadores de 40 a 49 ganham, em média, R$ 1.710,78. Aqueles com idade entre 60 e 64 anos têm uma remuneração média de R$ 1.727,54.

MAIS IDOSOS NO MERCADO FORMAL - A presença dos idosos no mercado de trabalho também tem se mostrado mais expressiva. Houve um aumento de 58,8% entre 2010 e 2015 no número de trabalhadores formais com mais de 65 anos. Em 2010, eram 361,3 mil idosos com carteira assinada. Cinco anos depois, esse número subiu para 574,1 mil. Para o coordenador de Estatísticas do Trabalho do Ministério do Trabalho, Mário Magalhães, isso é resultado de uma maior longevidade da população.
“O aumento da longevidade dos brasileiros tem feito com que eles tenham uma vida produtiva também mais alongada. Isso, aliado à experiência adquirida com o tempo, faz com que ocupem cargos de mais alto escalão, onde os salários também são mais altos. ”

Edição: Maria Claudia

ANÁPOLIS/GO - SECRETARIA DE SAÚDE TERÁ DE FORNECER MATERIAIS PARA REALIZAÇÃO DE CIRURGIA EM IDOSA

Publicado por Âmbito Jurídico
A Secretaria Municipal de Saúde de Anápolis deverá fornecer, no prazo de 5 dias, os materiais “direcionador de fluxo e stent Intracraniano” à lavradora Nely de Morais, diagnosticada com aneurisma cerebral. Esses produtos haviam sido negados pelo Poder Executivo municipal. Eles são necessários para que a paciente se submeta a procedimento cirúrgico. A decisão, unânime, é da 6ª Câmara Cível do TJGO, tendo como relator o desembargador Norival Santomé.
Conforme denúncia do Ministério Público do Estado de Goiás (MPGO), em agosto de 2016, a paciente foi diagnosticada com aneurisma, localizado na porção supraclinóide, podendo apresentar hemorragia com evolução grave, caso ocorra a ruptura. Ainda, segundo os autos, o tratamento adequado é o procedimento endovascular, com a utilização de stent intracraniano e direcionador de fluxo, conforme prevê a lista de materiais solicitados pelo médico intervencionista.
Ainda, de acordo com os autos, pela gravidade e urgência do caso, foi cogitado o procedimento particular, entretanto, a cirurgia com os materiais, inclusive o stent, custaria mais de R$ 130 mil. A paciente alegou que não possui capacidade financeira, uma vez que é lavradora e recebe mensalmente auxílio-doença.
O juízo da comarca de Anápolis julgou procedente o pedido. Inconformada, a Secretaria de Saúde argumentou que o procedimento poderia ser realizado, desde que não incluísse o uso do stent e do direcionador de fluxo, materiais apontados como imprescindíveis ao sucesso da operação.
Ao analisar os autos, o desembargador argumentou que não deve prevalecer questões orçamentárias, uma vez que deve ser preservada a vida, fazendo com que a Carta Política não se constitua em uma mera carta de intenções.

Ainda, conforme o desembargador, a necessidade de submissão da idosa ao procedimento cirúrgico listado pelo profissional médico foi apontado não apenas pelo seu médico, mas também por parecer da Câmara de Saúde do Judiciário. “Não há que se falar em nulidade, ilegalidade, abusividade ou teratologia a desmerecer a decisão recorrida”, afirmou o magistrado. Veja decisão (Texto: Acaray M. Silva - Centro de Comunicação Social do TJGO)

REFLEXÃO - PERDÃO. QUANTAS VEZES?

Evangelho de Mateus.18,21-35
O capítulo 18 do Evangelho segundo Mateus. Este “discurso” tem como ponto de partida algumas “instruções” apresentadas por Marcos sobre a vida cristã (Mc 9,33-37.42-47), mas que Mateus ampliou de forma significativa.
Os destinatários do discurso são os discípulos, mas na realidade Mateus pretende, sobretudo, atingir os membros da comunidade cristã.
Por detrás do texto, podemos entrever uma comunidade onde há tensões e conflitos.
O mandamento do perdão não é novo. Os religiosos de Israel ensinavam a perdoar as ofensas e a não guardar rancor contra o irmão que tinha cometido qualquer falha.
Os “rabis” de Israel estavam de acordo em que a obrigação de perdoar existia apenas em relação aos membros do Povo de Israel, os gentis, os inimigos estavam excluídos dessa dinâmica do perdão e da misericórdia.
A grande discussão girava, porém, à volta do número limite de vezes em que se devia perdoar.
Pedro, consulta Jesus acerca dos limites do perdão.
Jesus responde que não só se deve perdoar sempre, mas de forma ilimitada, total, absoluta (70x7). Deve-se perdoar sempre. A parábola apresenta-se em três cenários ou cenas.
O primeiro cenário (vs. 23-27) - coloca-nos diante de uma cena da corte: um funcionário real, na hora de prestar contas ao seu senhor (impostos recebidos e nunca entregues), revela-se incapaz de saldar a sua dívida.
Neste cenário, o que impressiona mais é o montante da dívida: dez mil talentos (um talento equivalia a cerca de 36 Kg e podia ser em ouro ou em prata. Dez mil talentos é, portanto, uma soma incalculável).
O montante da dívida coloca em relevo a misericórdia infinita do senhor.
O segundo cenário (vs. 28-30) – O funcionário que experimentou a misericórdia do seu senhor se recusou, a perdoar um alguém que lhe devia cem denários (um denário equivalia a 12 gramas de prata e era o pagamento diário de um operário não especializado.
Quando estes dois cenários são postos em paralelo, sobressaem, a diferença de atitudes e de sentimentos entre o senhor (capaz de perdoar infinitamente) e o funcionário do rei (incapaz de se converter à lógica do perdão, mesmo depois de ter experimentado a alegria de ser perdoado).
O terceiro cenário (v. 28-35): Os outros companheiros do funcionário real, chocados com a sua ingratidão, informaram o rei do sucedido; e o rei, escandalizado com o comportamento do funcionário, castigou-o duramente.
A parábola convida-nos a analisar as nossas atitudes e comportamentos face aos irmãos que erram. Mostra como a nossa lógica está, tantas vezes, distante da lógica de Deus.
Diante de qualquer falha do irmão (por menos que ela seja), assumimos a pose de vítimas magoadas e, muitas vezes, tomamos atitudes de desforra e de vingança que são o sinal claro de que ainda não interiorizámos a lógica de Deus.
Finalmente, a parábola sugere que existe uma relação entre o perdão de Deus e o perdão humano. Segundo o Pai Nosso.
O que Mateus revela que se o nosso coração não bater segundo a lógica do perdão, não terá lugar para acolher a misericórdia, a bondade e o amor de Deus.
APLICAÇÃO – O texto base trata da necessidade de perdoar sempre, e ilimitada. É uma exigência das mais difíceis que Jesus nos faz.
Ele deu testemunho, em gestos concretos, do amor, da bondade e da misericórdia do Pai. Na cruz, ele morreu pedindo perdão para os seus algozes. O cristão é mais que um seguidor de Jesus. É seguimento de Jesus
O mundo considera que perdoar é próprio dos fracos, dos vencidos, dos que desistem de impor a sua personalidade e a sua visão do mundo.
Deus considera que perdoar é dos fortes. Dos que sabem que é importante estar disposto a renunciar ao seu orgulho e autossuficiência para apostar num mundo novo, marcado por relações novas e verdadeiras entre os homens.
O que significa, realmente, perdoar?
O perdão não pode ser confundido com passividade, com alienação, com conformismo, com indiferença.
O cristão não aceita o pecado e não se cala diante do que está errado; mas não guarda rancor para com o irmão que falhou, nem permite que as falhas derrubem as possibilidades de encontro, de comunhão, de diálogo, de partilha.
O texto lido recorda-nos que quem vive a experiência do perdão de Deus, envolve-se na lógica da misericórdia que tem, implicações na forma de abordar os irmãos que falharam.

São Paulo – Prêmio Cidade Amiga do Idoso

São Paulo – Prêmio Cidade Amiga do Idoso

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